Uma moradora de Bálsamo (SP) cumpriu a promessa que fez durante a gravidez de alto risco: cortou, pela primeira vez, o cabelo da filha assim que ela completou sete anos e doou as mechas a um hospital no domingo (28). Luciene Silva Liberato prometeu que, se a menina nascesse saudável, não passaria a tesoura nos fios dela. A mecha do cabelo de Ana Beatriz Mara Liberato foi entregue ao Hospital de Amor em Barretos (SP).
Gravidez de risco e a promessa
A decisão de fazer a promessa surgiu durante a gestação. Ao g1, Luciene contou que a gravidez foi considerada de alto risco porque a placenta envelheceu precocemente. No quinto mês de gestação, os médicos alertaram que o parto poderia acontecer a qualquer momento, o que aumentou as possibilidades de prematuridade, já que a menina não tinha peso ou tamanho ideal. Apesar das complicações, a gestação conseguiu ser prolongada até as 36 semanas, o equivalente a aproximadamente oito meses de gravidez. Ana Beatriz nasceu em 26 de junho de 2019, pesando apenas 2,226 quilos.
Luciene conta que ouviu dos médicos que havia a possibilidade de a filha precisar permanecer internada após o parto e, por isso, decidiu fazer a promessa. "Eu falava para Deus que, se tudo desse certo, se ela nascesse bem e pudesse ir embora comigo, eu nunca colocaria uma tesoura no cabelo dela até os sete anos. Depois disso, levaria o cabelo para doar ao Hospital de Amor", conta a mãe.
Sete anos sem cortar o cabelo
Ao longo dos sete anos, o cabelo de Ana Beatriz cresceu e chegou a dificultar atividades simples do dia a dia. "Tinha hora que atrapalhava para dormir, enroscava, dava trabalho para cuidar. Mas nós permanecemos firmes naquilo que eu havia prometido", diz a mãe. Com a aproximação do aniversário da menina, a família organizou a viagem para Barretos. A entrega aconteceu no setor infantil do hospital, responsável por receber doações destinadas à confecção de perucas para crianças em tratamento contra o câncer.
A entrega foi marcada por emoção e gratidão. De acordo com a mulher, o gesto representa uma forma de incentivar outras pessoas a também praticarem a solidariedade. "Foi um sentimento de missão cumprida, de gratidão a Deus por tudo ter dado certo e, ao mesmo tempo, de felicidade por saber que aquele cabelo poderá ajudar outra criança", comenta Lucilene.



