Manual de etiqueta para assistir Brasil x Japão na Copa 2026 no trabalho
Manual de etiqueta para Copa 2026 no trabalho

Na primeira partida da Copa do Mundo de 2026 em horário comercial, o Brasil enfrenta o Japão hoje, e muitos trabalhadores brasileiros se perguntam como conciliar a torcida com as obrigações profissionais. O GLOBO preparou um manual de etiqueta para quem vai trabalhar durante o jogo, com dicas de especialistas em comportamento corporativo. A principal recomendação é clara: não tente um 'atestado' falso para escapar do expediente.

O que dizem os especialistas

Segundo consultores de RH ouvidos pelo jornal, assistir ao jogo no trabalho pode ser permitido, desde que haja autorização prévia da empresa. No entanto, é essencial manter a discrição: gritos, vuvuzelas e comemorações exageradas podem atrapalhar colegas que não estão acompanhando a partida. O uso de camisas da seleção e adereços temáticos, como perucas e chapéus, deve seguir as regras internas de cada local de trabalho.

“O ideal é combinar antes com o chefe ou o RH. Se a empresa liberar, ótimo; mas se não, é melhor respeitar e ver o jogo depois”, afirma a consultora de carreira Maria Silva, em entrevista ao O GLOBO. Ela alerta que tentar simular um atestado médico para faltar é arriscado e pode gerar consequências disciplinares.

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Flexibilizações possíveis

Algumas empresas estão adotando medidas como folgas durante o jogo, home office ou horários flexíveis para acomodar a torcida. Contudo, essas decisões são exclusivas do empregador. O trabalhador não pode exigir tais benefícios, mas pode negociar de forma educada.

No comércio e em serviços essenciais, a orientação é manter o foco, já que o atendimento ao público não pode ser interrompido. Já em escritórios, telões em áreas comuns podem ser uma solução para que todos acompanhem sem prejudicar o trabalho.

Cuidados com a imagem

Especialistas em etiqueta corporativa recomendam evitar exageros. “Perucas e adereços são divertidos, mas precisam ser adequados ao ambiente. Nada de itens que cubram o rosto ou atrapalhem a visão”, explica o consultor de imagem Paulo Santos. Ele sugere que, se a empresa permitir, os funcionários usem apenas um detalhe, como um broche ou uma pulseira verde e amarela.

Para quem optar por assistir no celular ou computador, o volume deve estar baixo ou com fones de ouvido. E, claro, nada de abandonar as tarefas por longos períodos: o jogo dura 90 minutos, mas o expediente continua.

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