A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, iniciada à meia-noite desta segunda-feira, 29 de junho de 2026, causou grandes transtornos para os passageiros que dependem do transporte público. Com poucos ônibus circulando, as paradas lotadas e os veículos superlotados marcaram o cenário na volta para casa, especialmente na Avenida Presidente Vargas, onde a linha 312 passou cheia antes do jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Reivindicações da categoria
Os rodoviários reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados. Além disso, pedem aumento no vale-alimentação e mudança na escala de trabalho para 5x2 (cinco dias trabalhados por dois de folga). A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria após negociações frustradas com os empresários do setor.
Transtornos e alternativas
Com a greve coincidindo com o jogo do Brasil na Copa, o governo estadual decretou ponto facultativo, mas muitos trabalhadores precisaram se deslocar. Passageiros relataram espera de mais de uma hora nos pontos e lotação extrema nos poucos ônibus que circularam. Aplicativos de transporte, como Uber e 99, tiveram aumento na demanda e preços mais altos, sendo a alternativa para quem pôde pagar. Segundo a Prefeitura do Rio, a frota de ônibus operou com apenas 30% do normal durante a manhã.
Mediação e perspectivas
Uma audiência de mediação está marcada para esta tarde no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região, na tentativa de resolver o impasse. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro afirma que a categoria está disposta a negociar, mas não abre mão das reivindicações. Já o sindicato patronal, o Rio Ônibus, alega que não há condições financeiras para atender aos pedidos, citando queda no número de passageiros e aumento de custos. A greve não tem previsão de término, e novos protestos podem ocorrer caso a mediação fracasse.



