Campinas (SP) registrou 387 solicitações de refúgio nos primeiros quatro meses de 2026, de acordo com o estudo Refúgio em Números 2026, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça. Os dados consideram pessoas que declararam Campinas como município de residência ao formalizar o pedido.
Origens diversas e predomínio de Haiti, Cuba e Gana
O Haiti lidera as solicitações no período, com 143 pedidos, seguido por Cuba (90) e Gana (75). Juntos, os três países concentram cerca de 80% dos registros. Em 2025, Cuba era a principal origem, com 235 pedidos (52% do total anual), mas em 2026 houve uma inversão, com o Haiti assumindo a liderança.
Além desses países, a lista de nacionalidades que solicitaram refúgio em Campinas entre 2021 e 2026 inclui origens menos frequentes, como Vanuatu, Iêmen, São Cristóvão e Nevis, Níger, Mauritânia, Dominica, Eritreia, Finlândia, Japão, Suécia, Turquia e Estados Unidos.
O que é refúgio e como funciona no Brasil
O refúgio é uma proteção internacional concedida a pessoas que precisam deixar seus países de origem por situações de risco, como conflitos, perseguições ou violações de direitos humanos. O solicitante passa por uma avaliação do governo brasileiro. Se reconhecido como refugiado, o estrangeiro não pode ser devolvido ao país onde corre perigo e ganha direito a documentos, trabalho, saúde e educação no Brasil.
Crescimento dos pedidos de refúgio no Brasil
O Brasil registrou aumento dos pedidos de refúgio nos últimos anos. Em 2025, foram 75.599 solicitações em todo o país, alta de 10,9% em relação a 2024 e o terceiro maior volume da série histórica, atrás apenas de 2018 e 2019. Os dados de Campinas refletem essa tendência nacional, com diversificação das origens dos solicitantes.



