Megaoperação policial prende 21 e mata dois na Bahia, RJ e SC
Megaoperação prende 21 e mata dois na Bahia, RJ e SC

Uma megaoperação policial resultou na prisão de 21 pessoas e na morte de dois suspeitos em três estados brasileiros: Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A ação, denominada Operação Gênesis, foi deflagrada na terça-feira (16) e contou com mais de 300 policiais.

Prisão em maternidade

Um dos momentos mais marcantes da operação foi a prisão de Jeamerson dos Santos Serafim, de 32 anos, dentro de uma maternidade em Salvador. Ele acompanhava o nascimento do filho no bairro do Pau Miúdo quando foi capturado. Jeamerson foi o 16º preso do dia.

Investigação de dois anos

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha é investigada há cerca de dois anos e não possui ligação com facções criminosas. Apesar disso, o grupo era altamente organizado e violento, tendo ordenado ao menos 15 execuções de rivais entre 2025 e 2026, em Salvador. O grupo surgiu no bairro de Águas Claras e também atuava em Cajazeiras V, expandindo-se para os estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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Prisões e mortes

Além das 16 prisões em flagrante, cinco pessoas que já estavam presas tiveram novos mandados cumpridos: três na Bahia e dois em Santa Catarina. As prisões ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas (BA), Macaé (RJ), Balneário Camboriú e Itapema (SC). Dois suspeitos morreram em confronto com a polícia: Rogério de Andrade Gonçalves, de 33 anos, chefe do grupo em liberdade, em Retirolândia (BA); e Rodrigo Ventura dos Santos, de 32 anos, em Santa Catarina.

Apreensões

Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de armas de fogo, drogas, documentos, celulares e equipamentos eletrônicos, que passarão por perícia.

Lista de presos

Entre os presos durante a operação estão: Hebert Micael Reis Santos (Tony), Sidnei Santana Souza, Rafael Sérgio Andrade de Araújo, Luanderson Cerqueira Borges (Bigrock), Ricardo Costa dos Santos, Phillipe Vilela dos Santos (Rato), Rodrigo Santos da Silva, Fábio Vinícius Dantas Souza (Ferrugem), Hevini Costa Cardoso (Sorvete), Jupinair da Silva Gomes (Bira), Reinaldo Santos Santiago (Casinha), Ronilson José dos Santos Silva Júnior, Marcelo Alves de Jesus dos Santos (Bené), Jhuly Nascimento da Silva e Ícaro Kauan Brito de Assunção.

Já estavam presos e tiveram novos mandados cumpridos: Elton Costa Bonfim (Cote), Matheus Santos Souza (Poze), Rafael Santos Cruz (CZ), Douglas de Jesus Araújo (Dodô) e José Carlos Guia Ferreira (Branco neném).

Estrutura criminosa

As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que os homicídios não eram isolados, mas parte de uma estratégia para disputar o controle do tráfico de drogas. O grupo usava barricadas, câmeras e drones para monitorar a polícia e intimidar moradores. A organização expandiu suas atividades para Santa Catarina, onde mantinha um núcleo operacional.

Mortes em confronto

Rogério de Andrade Gonçalves, principal chefe do grupo, morreu em Retirolândia ao resistir à prisão. Os policiais usaram granada de luz e som e anunciaram a presença antes de entrar, mas foram recebidos a tiros. No confronto, um investigador foi atingido de raspão no braço, sem risco de morte. Rodrigo Ventura dos Santos, também morto, era responsável pelo tráfico, execuções e coordenação de ações criminosas, além de ocupar posição de confiança na hierarquia do grupo.

Outros presos

Um homem de 54 anos, apontado como armeiro da organização, foi preso em Salvador. Ele fabricava, adaptava e mantinha armamentos. Também foi detido um produtor cultural de 53 anos, que usava eventos do tipo paredão para repassar informações sobre a movimentação policial e auxiliar na comunicação entre integrantes.

Origem da operação

A Operação Gênesis é resultado direto das investigações iniciadas na Operação Saigon, deflagrada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso.

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