Livros didáticos do MEC são usados para embalar fogos em fábrica clandestina na BA
Livros didáticos do MEC embalam fogos clandestinos na BA

Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia e outros órgãos flagrou, nesta segunda-feira (1º), uma fábrica clandestina de fogos de artifício que utilizava livros didáticos da rede pública de ensino para embalar os produtos. O local foi interditado em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano.

Detalhes da operação

De acordo com o MPT-BA, a fábrica era dedicada à produção de "chuvinhas" e estava situada no bairro São Paulo. A operação, que ocorreu na segunda-feira, contou com a participação de ao menos 40 agentes públicos. No local, foram encontrados fardos de livros escolares ainda embalados, prontos para serem usados como material de embalagem.

Segundo informações apuradas pela TV Subaé, os livros faziam parte de uma remessa fornecida pelo Ministério da Educação (MEC) para distribuição nas escolas da cidade no ano passado. A utilização de material didático público para fins ilegais gerou indignação entre as autoridades.

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Investigações em andamento

O gerente da fábrica foi encontrado no local, mas as investigações continuam para identificar o proprietário da fábrica clandestina. Além disso, o MPT-BA apura um possível crime de peculato, que consiste em infração contra a administração pública cometida por um servidor público. A TV Subaé tentou contato com o MEC e com a Secretaria de Educação de Santo Antônio de Jesus, mas não obteve resposta até o momento.

Contexto da operação

A ação faz parte da Operação Flagra Fogos, que visa coibir a produção e venda ilegal de fogos de artifício na região. A fábrica clandestina operava sem qualquer autorização dos órgãos competentes, colocando em risco a segurança dos trabalhadores e da comunidade local.

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