Um registro impressionante do céu noturno no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, mostra uma quantidade incomum de estrelas visíveis a olho nu. A fotografia, feita pelo fotógrafo Pedro França, foi publicada em seu perfil no Instagram e rapidamente viralizou.
Registro raro na cidade maravilhosa
A imagem capturada na última terça-feira (16) mostra o firmamento repleto de pontos luminosos, em contraste com a silhueta da floresta. Segundo França, a foto foi tirada por volta das 2h da manhã, em um local conhecido como 'Vista Chinesa', um dos mirantes mais famosos do parque.
"Foi uma noite excepcional, com o céu absurdamente estrelado. Em geral, a poluição luminosa da cidade atrapalha, mas naquele horário e com a lua já baixa, deu para ver até a Via Láctea a olho nu", afirmou o fotógrafo.
Condições ideais para a fotografia
O Parque Nacional da Tijuca é uma das maiores florestas urbanas do mundo, com mais de 3.900 hectares de Mata Atlântica. Apesar de estar dentro da cidade, algumas áreas mais altas e afastadas dos centros urbanos oferecem condições favoráveis para observação astronômica.
França explicou que utilizou uma câmera DSLR com lente grande angular, configurada para longa exposição de 20 segundos, ISO 3200 e abertura f/2.8. "A técnica permite capturar mais luz, mas o principal foi a sorte de ter um céu limpo e sem nuvens", destacou.
O registro gerou grande repercussão nas redes sociais, com mais de 50 mil curtidas e centenas de comentários de pessoas surpresas com a beleza do céu carioca. Muitos moradores disseram nunca ter visto tantas estrelas na cidade.
Importância da preservação do céu escuro
O fenômeno chama a atenção para a poluição luminosa, que afeta não apenas a observação astronômica, mas também ecossistemas noturnos. O Rio de Janeiro, assim como outras grandes metrópoles, sofre com o excesso de iluminação artificial que encobre o brilho das estrelas.
"É um lembrete de que ainda temos locais na cidade onde é possível se conectar com o cosmos. Precisamos valorizar e preservar esses espaços", comentou o astrônomo amador Carlos Alberto, que acompanha o trabalho de França.
A fotografia já foi compartilhada por perfis de divulgação científica e turismo, reforçando o potencial do Parque Nacional da Tijuca como destino para observação astronômica em meio à natureza.



