Cheia do Rio Marauiá inunda plantações e afeta indígenas no Amazonas
Cheia do Rio Marauiá inunda plantações de indígenas no AM

A cheia do Rio Marauiá, em Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, causou a inundação de plantações de indígenas que vivem na comunidade Marauiá, dentro da Terra Indígena Yanomami. O município está em situação de atenção, segundo a Defesa Civil do Estado.

O Rio Marauiá, afluente do Rio Negro, não tem seus níveis monitorados pela Defesa Civil. Em vídeo obtido pela Rede Amazônica, o indígena Elizeu Yanomami relatou que a enchente foi maior que o esperado, resultando na perda de roças de frutas como banana e mandioca. "Neste ano, todos os povos da comunidade dizem que nunca aconteceu algo assim neste rio. Ele encheu e alagou todas as roças", afirmou.

Dificuldade de acesso

A comunidade Marauiá é de difícil acesso, podendo ser alcançada apenas por barco, em trajeto tortuoso com cachoeiras, ou por avião, em pista construída pela Funai, utilizável principalmente por órgãos que atuam no território. Em algumas áreas, a água cobre os joelhos, impossibilitando caminhar.

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Ajuda humanitária

A Funai informou que 20 das 22 aldeias catalogadas na comunidade receberam cestas de alimentos, totalizando 821 cestas para mais de 3 mil pessoas. Equipes realizam levantamento detalhado dos afetados. A Coordenação Regional Rio Negro segue acompanhando a situação e entregando cestas em outras localidades.

Cheia perde força

Apesar dos prejuízos, a cheia dos rios no Amazonas dá sinais de enfraquecimento. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os níveis devem permanecer abaixo da cota de inundação severa em 2026. O monitoramento considera rios em Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins. O gerente de Hidrologia do SGB, André Martinelli, afirmou que já há indícios de término do processo de enchente e início da vazante em parte da bacia amazônica.

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