Mais de 3 mil cigarros eletrônicos apreendidos em MG
3 mil cigarros eletrônicos apreendidos em MG em 2026

Mais de 3 mil cigarros eletrônicos foram apreendidos em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026. Somente em junho, cerca de 600 unidades foram retiradas de circulação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) durante a Operação Rede de Fumaça, realizada pela Receita Federal e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Operação em múltiplos estados

A ação ocorreu em vários estados e focou diferentes etapas da cadeia de distribuição dos chamados vapes, desde a entrada dos produtos no país até a venda ao consumidor final. A Operação Rede de Fumaça foi realizada em fronteiras, transportadoras, centros logísticos e estabelecimentos comerciais suspeitos de comercializar os dispositivos de forma irregular.

Em Minas Gerais, a fiscalização se concentrou no centro de distribuição dos Correios, no bairro Universitário, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo o auditor-fiscal da Receita Federal Diogo Ramalho Vasconcelos, o local foi escolhido por concentrar as encomendas destinadas a diversas cidades do estado. "A gente procurou focar no Centro dos Correios porque ele concentra todas as remessas postais de Minas Gerais. Entendemos que seria uma amostra relevante para identificar esse tipo de mercadoria", afirmou.

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Produtos chegam principalmente por rodovias

De acordo com a Receita Federal, boa parte dos cigarros eletrônicos vendidos ilegalmente em Minas chega ao estado por rodovias. Os produtos têm origem, principalmente, no Paraguai e no estado de São Paulo. As investigações também apontam que as mesmas rotas usadas para transportar vapes são utilizadas por organizações criminosas envolvidas em outros tipos de contrabando.

"Os mesmos grupos criminosos costumam atuar no transporte de drogas, medicamentos, cigarros eletrônicos e outras mercadorias ilegais. Muitas vezes, eles utilizam a mesma estrutura logística", disse Diogo Ramalho. Segundo o auditor, o objetivo das operações é identificar e desarticular essas redes de distribuição.

Venda é proibida desde 2009

A venda, a importação e a fabricação de cigarros eletrônicos são proibidas no Brasil desde 2009, por determinação da Anvisa. Apesar da restrição, os produtos continuam circulando no mercado clandestino. O avanço do consumo entre crianças e adolescentes é uma das principais preocupações das autoridades de saúde.

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