Mercado imobiliário de Campinas registra alta nas vendas e queda nas locações em abril de 2026
Dados divulgados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) mostram que a região de Campinas apresentou aumento de 11,13% nas vendas de imóveis usados em abril de 2026, na comparação com março. Em contrapartida, o número de locações caiu 39,48% no mesmo período. O levantamento foi realizado com 131 imobiliárias em 21 municípios da região.
No acumulado de 2026 até abril, as vendas registram queda de 5,94%, enquanto as locações apresentam retração de 31,12%. No comparativo de 12 meses, no entanto, as vendas cresceram 76,76% e as locações tiveram alta de 4,64%.
Financiamento e crédito impulsionam compras
Segundo o Creci-SP, mesmo com juros elevados, o crédito imobiliário tem papel relevante na sustentação do mercado de compra e venda. Famílias buscam segurança patrimonial e estabilidade financeira ao adquirir a casa própria. A queda nas locações reflete cautela das famílias em relação ao comprometimento de renda mensal, além da migração de parte dos consumidores para financiamentos imobiliários, aproveitando oportunidades de negociação e ampliação da oferta de crédito habitacional.
Perfil dos imóveis vendidos
Os apartamentos concentraram 65% das vendas, contra 35% de casas. Entre os apartamentos, 64,9% tinham dois dormitórios. Nas casas, predominam imóveis com três quartos, que representaram 66,7% das vendas. Cerca de 84% dos apartamentos vendidos tinham até 100 m². Já nas casas, a maior parte dos imóveis tinha entre 101 m² e 200 m² (38,1%), seguida por unidades acima de 201 m² (33,3%).
Descentralização do mercado
Metade das vendas ocorreu em bairros fora das regiões centrais e nobres, indicando expansão urbana. As áreas nobres concentraram 31,7% das negociações, enquanto a região central ficou com 18,3%. O Creci-SP destaca que o comportamento evidencia um mercado descentralizado, impulsionado pela valorização de regiões tradicionais e pela busca por imóveis com melhor relação entre custo, espaço e qualidade de vida em bairros periféricos e cidades do entorno de Campinas.
Faixa de preço e formas de compra
Quase metade das vendas (46,6%) ocorreu na faixa de preços entre R$ 201 mil e R$ 400 mil. Imóveis acima de R$ 501 mil representaram 34,5% das negociações. O financiamento imobiliário foi o principal meio de aquisição: operações pela Caixa Econômica Federal representaram 45,6% das vendas, enquanto outros bancos responderam por 8,8%. Compras à vista corresponderam a 17,5% dos negócios, e negociações diretas entre comprador e proprietário chegaram a 26,3%. O Creci-SP avalia que a elevada participação das negociações diretas revela um mercado mais flexível, com vendedores dispostos a facilitar condições para fechamento dos negócios.
Mercado de locações em queda
No mercado de locações, os imóveis alugados concentraram-se em casas (68%) e apartamentos (32%), principalmente com dois dormitórios. As garantias mais usadas foram depósito caução e seguro-fiança, ambos com 38,6%, seguidos por fiador (15,9%). Os imóveis mais procurados para locação seguiram concentrados em apartamentos compactos e casas de padrão intermediário, especialmente em regiões com boa mobilidade urbana e acesso a serviços essenciais. As faixas de aluguel mais praticadas permaneceram concentradas nos imóveis de valor intermediário, refletindo o esforço das famílias em equilibrar orçamento e qualidade habitacional.



