Prefeitura de Piracicaba anula licitação de fogos para Festa do Divino
Prefeitura anula licitação de fogos para Festa do Divino

A Prefeitura de Piracicaba anulou o pregão eletrônico que contrataria serviços de fogos de artifício e iluminação para a 200ª edição da Festa do Divino Espírito Santo. A decisão foi tomada após as duas primeiras empresas classificadas no certame serem inabilitadas. Um novo processo licitatório foi agendado para o dia 9 de junho.

Motivos da anulação

A anulação ocorreu porque a primeira empresa colocada apresentou inconsistências nos valores da proposta, enquanto a segunda não entregou a documentação obrigatória exigida pelo edital. Em nota, a prefeitura informou ao g1 que o pregão não foi cancelado por falta de interessados.

"Diante disso, a Administração promoverá a reabertura do procedimento licitatório, observando os princípios da legalidade, isonomia, competitividade e seleção da proposta mais vantajosa para o interesse público", declarou a prefeitura.

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Garantia para o evento

Sobre um plano alternativo caso o novo pregão não tenha sucesso, a administração municipal não detalhou outras opções, mas afirmou que trabalha com "planejamento e adoção de medidas administrativas compatíveis com a necessidade da contratação". A prefeitura considera a reabertura do certame uma medida "adequada e suficiente" para atender à demanda.

A gestão municipal declarou que acompanha as etapas de preparação da festa e que "adotará as providências administrativas cabíveis e legalmente admitidas para assegurar a adequada realização do evento".

O que é a Festa do Divino

Reconhecida como patrimônio cultural imaterial da cidade desde 2016 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac), a Festa do Divino é considerada a manifestação festiva e religiosa mais antiga de Piracicaba, realizada desde 1826 às margens do rio Piracicaba. O evento reúne celebrações religiosas e folclóricas.

Em 1966, um bispo chegou a proibir as festividades folclóricas, por não concordar com a mistura entre religião e cultura popular. Mesmo assim, os participantes mantiveram encontros informais à beira do rio.

Há diferentes versões sobre a origem da Festa do Divino: alguns historiadores apontam a Idade Média, outros a Alemanha. No Brasil, porém, é consenso que a celebração tem forte influência portuguesa. A difusão ocorreu em meio à interação cultural entre colonos portugueses, africanos escravizados, indígenas e estrangeiros. Por isso, elementos como a Congada (africana) e o Cururu (indígena) foram incorporados.

A festa varia conforme o local: pode ser rural, urbana, marítima (com barcos no mar), fluvial (com barcos no rio) ou terrestre (sem embarcações). Em todas as formas, há elementos comuns como leilões, quermesses, distribuição de alimentos, celebrações religiosas, procissões, desfiles da bandeira e folia do Divino.

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