Oklou: 'Não me importo em ser uma boa cantora', diz a inovadora francesa
Oklou: 'Não me importo em ser boa cantora', diz a francesa

A cantora francesa Oklou, nome artístico de Marylou Mayniel, é uma das atrações do C6 Fest, que acontece no domingo 24. Aos 33 anos, ela construiu uma carreira internacional com seu som eletrônico único, que ela descreve como 'pop para insetos'. Em entrevista a VEJA, Oklou discute sua trajetória, desde o violoncelo até o sucesso com o disco Choke Enough (2025).

Do violoncelo ao laptop

Aos 19 anos, Marylou ganhou um laptop do avô e descobriu o GarageBand. 'Isso mudou tudo', afirma. 'Ninguém no meio musical em que cresci me disse que aquilo era possível.' Ela abandonou o violoncelo e mergulhou na música eletrônica, adotando a alcunha Oklou (pronuncia-se 'okey-lu').

O som 'pop para insetos'

Oklou define sua música como pop, mas com um toque lúdico. 'Li uma vez que meu trabalho é pop para insetos, e me pareceu preciso', diz. 'Minha música tende a ser suave, mas existe um lado brincalhão nas melodias.' Ela destaca a influência de sintetizadores e instrumentos de sopro para criar sons únicos.

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Inspiração em colegas

A cantora se inspira em outras artistas da nova geração, como PinkPantheress, Ninajirachi e Underscores. 'A inspiração é infinita e está sempre se renovando', afirma. 'Testemunhar o sucesso da PinkPantheress me dá esperança de que a sociedade reconhece o valor desse tipo de arte.'

Relação com o Brasil

O público brasileiro é uma parte importante da base de fãs de Oklou. 'Há uns dois anos, existe uma conta de fãs administrada por brasileiros, pela qual sou muito grata', revela. 'Estou muito animada para tocar aí pela primeira vez.' Ela acredita que o Brasil tem uma forte cultura de devoção e amor pela cultura pop.

Desafios dos shows ao vivo

Oklou admite que não é uma 'performer nata'. 'Passei muito tempo no palco sentindo que não estava onde deveria estar', confessa. 'Carregar um espetáculo é praticamente outro trabalho, separado da criação musical.' Ela conta com a ajuda de amigos e músicos para montar seus shows.

Uso do autotune

A cantora abraça o autotune como ferramenta criativa. 'Nunca achei que tivesse uma grande voz, mas o autotune me permite cantar todas as melodias que estão na minha cabeça', explica. 'O que me interessa é a melodia, acima de mostrar domínio do timbre. Eu realmente não me importo em ser uma boa cantora.'

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