O Ministério da Defesa da Rússia confirmou, em comunicado oficial, que utilizou mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, além de outros tipos de mísseis, em ataques contra a Ucrânia. A declaração russa veio após denúncias do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que já havia alertado sobre o uso desse armamento na região de Kiev. Esta foi a terceira vez que o míssil Orechnik, capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi empregado em território ucraniano.
Ataque com mísseis e drones
Também nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, fez um apelo por reforço no apoio ao país diante da agressão russa. Sybiha destacou a necessidade de mais capacidade de defesa, incluindo proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defesa, aumento da pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à entrada da Ucrânia na União Europeia.
A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque neste bombardeio, incluindo drones e mísseis de diferentes tipos. O uso repetido do míssil Orechnik preocupa a comunidade internacional, pois ele pode ser equipado com ogivas nucleares, elevando o nível de tensão no conflito.
Reações e consequências
Zelenskyy condenou veementemente o ataque, classificando-o como uma escalada perigosa. A Ucrânia reforçou seus pedidos por sistemas de defesa aérea mais avançados e por sanções mais duras contra Moscou. Enquanto isso, líderes ocidentais monitoram a situação com apreensão, temendo que o conflito possa se expandir para além das fronteiras ucranianas.



