Ator de Juiz de Fora brilha como cozinheiro Cláudio na novela Coração Acelerado
Ator de Juiz de Fora na novela Coração Acelerado

Ator de Juiz de Fora vive cozinheiro sensível em 'Coração Acelerado'

Um cozinheiro sensível e amoroso, que acompanha de perto a vida e os dramas do patrão João Raul. Assim é a rotina do cozinheiro Cláudio na novela 'Coração Acelerado', da TV Globo. O personagem é interpretado pelo ator Alexandre David, natural de Juiz de Fora, que está prestes a completar 40 anos de carreira. Além deste papel, ele já deu vida ao detetive Batista na série 'Rio Connection' e a diversos personagens no teatro.

Preparação para o papel

Ao g1, Alexandre David contou como foi a preparação para integrar o elenco da novela das 19h. Ele relembrou os primeiros passos no teatro em Juiz de Fora e a reconexão com a cidade natal, com visitas mais frequentes para ficar perto da mãe.

Responsável pelas refeições na mansão de João Raul (Filipe Bragança), Alexandre confessa que não possui as mesmas habilidades culinárias do personagem. "Não sou muito bom cozinheiro, sei fazer uma boa omelete, mais ou menos um arroz, uma saladinha, mas não sei cozinhar direito", disse. Por isso, a preparação foi o maior desafio de sua carreira. "O desafio da cozinha foi grande, de saber usar os utensílios, como funcionam, como se portar em uma cozinha e até ao servir a mesa. Vi muitos vídeos e marquei um laboratório em um restaurante perto de casa", explicou.

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Outro desafio foi o sotaque goiano do personagem. "Fazer na medida certa, com respeito ao povo goiano, não fazer caricato. É um sotaque que lembra o mineiro, então tivemos um longo treinamento com uma preparadora de prosódia da Globo", contou.

Influência da mãe e raízes em Juiz de Fora

Até os 19 anos, Alexandre morou com a mãe, a avó e os tios em locais centrais de Juiz de Fora, como as ruas Halfeld, São João e Santo Antônio. Filho da cantora Raquel Silvestre, integrante do grupo 'Turma do Beco' na década de 1970, ele cresceu em contato com a música e a arte. "Minha mãe é conhecida na cidade, fez muitos shows. Eu a acompanhava no Bar do Beco e nas feijoadas na casa do Mamão", lembrou.

Após anos distante devido às obrigações profissionais, a relação com a cidade se aproximou quando sua mãe foi diagnosticada com Alzheimer. "Morei quatro anos em Paris, mas durante a pandemia voltei para cuidar dela. Ultimamente, qualquer folga que tenho, visito a mãe e o tio", afirmou.

Início no teatro juiz-forano

Nos ensinos fundamental e médio, Alexandre estudou em colégios públicos como o Instituto Estadual de Educação Delfim Moreira e a Escola Normal. Começou no teatro com o diretor Sérgio Lessa, no Sesc da avenida Rio Branco, atuando em peças infantis como 'O Chapeuzinho Vermelho' (como o lobo mau) e 'O Circo Rataplan' (como o macaquinho).

Ele também estagiou no Grupo Divulgação com o diretor José Luiz Ribeiro e participou do coral cênico Unicoro, regido por André Pires, o que aprofundou suas habilidades de interpretação e música. Em 1987, mesmo aprovado em Comunicação, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro.

Reconexão com a cidade

As visitas frequentes a Juiz de Fora são momentos de nostalgia e redescoberta. "Da pandemia para cá, redescobri a cidade e foi muito bonito perceber como ela cresceu. O novo teatro Paschoal Carlos Magno é muito bacana. Sempre que posso, assisto peças ali", celebrou.

Outros trabalhos e planos futuros

Além de Cláudio, Alexandre interpretou o detetive Batista na série 'Rio Connection', um vilão sanguinário e corrupto da ditadura militar, em inglês. "Foi muito rico fazer um vilão, e em inglês foi outro desafio", disse.

O teatro, sua essência artística, deve voltar a ser prioridade no segundo semestre. "Pretendo voltar aos palcos com a peça 'Pequenos Trabalhos para Velhos Palhaços', com Cláudio Mendes e Augusto Madeira", finalizou.

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